Navegação


 Revista Evolução


 Retornar ao fórum

PAEC - Colégio Evolução   

“Pela paz e cooperação entre os povos” – Projeto Feira das Nações 2020.

Gio.História | Publicado qua Jun 03, 2020 6:38 pm | 126 Visto


Nelson Mandela

“Sonho com o dia em que todos se levantarão e compreenderão que foram feitos para viver como irmãos.”

No seu artigo 24, a Carta das Nações Unidas confere ao Conselho de Segurança da ONU a responsabilidade principal pela garantia da paz mundial, da segurança internacional e descreve nos artigos seguintes uma série de instrumentos, que estão à sua disposição para isso. Contudo, neste mundo conturbado e repleto de conflitos parece que a paz, a amizade e a cooperação entre os povos estão longe de se tornar uma realidade.

No atual momento em que estamos vivendo, o mundo precisa da cooperação internacional para enfrentar um inimigo comum: o Coronavírus: A terrível pandemia que nos atacou, expôs a fragilidade dos seres humanos frente a um inimigo invisível e exigiu de cada um de nós que fizéssemos a nossa parte adotando o distanciamento social, mudando hábitos, e ajudando quem mais precisa. A intensa troca de informações e experiências entre cientistas e médicos tem sido um notável exemplo de cooperação internacional, trazendo a expectativa de descoberta de uma vacina contra o covid-19.

Disso tudo, fica uma importante lição: como os seres humanos estão indissociavelmente ligados pelo fato de habitarmos o mesmo planeta Terra. O Corpo Pedagógico do Colégio Evolução, ao desenvolver esse projeto, objetiva proporcionar entendimento para que as frases abaixo sirvam de objeto não apenas de leitura, mas principalmente de reflexão.

O desejo de união entre as diferentes nacionalidades esbarra nas constantes “construções de muros” para delimitar o espaço do outro e deixar bem claro que imigrantes não são bem vindos. Nos Estados Unidos, foi construído um muro na fronteira com o México. A fronteira entre os dois países possui mais de 3 mil quilômetros de extensão e atravessa diversas paisagens, desde um deserto empoeirado até o terreno acidentado ao longo do Rio Grande. Já há cerca de 1 mil quilômetros de muros e cercas de concreto e outros tipos de barreiras erguidos, de forma descontínua, ao longo da fronteira. Milhares de famílias que tentam burlar esses muros, e acabam sendo detidas, separadas e nem as crianças escapam da prisão e da separação dos pais.

Gangorras que atravessam os muro da fronteira entre o EUA e o México.

Foto: Ronald Real (arquivo Google) 


Na Europa, o controle do fluxo migratório nas fronteiras levou vários países a fecharem as portas para africanos e refugiados da guerra na Síria, causando a morte de milhares de pessoas que se afogaram no Mar Mediterrâneo tentando chegar à Europa. Já no Brasil, em agosto de 2018, grupos de brasileiros perseguiram refugiados venezuelanos que fugiam da crise humanitária, econômica e política que assola a Venezuela: as autoridades de Roraima solicitaram o fechamento da fronteira para barrar a entrada dos imigrantes. Vale salientar que o Brasil já era o destino de mais de 50 mil haitianos, após o terremoto de 2010, que acometeu o país da América Central, em busca de sonhos e objetivos no prosseguimento da missão chamada ‘vida’.

No início de 2020, o mundo se viu as voltas de mais uma guerra mundial. Os noticiários brasileiros e internacionais não falavam de outra coisa: o ataque comandado por Donald Trump que matou o principal líder militar iraniano, Qasem Soleimani, e a “Terceira Guerra Mundial” que se conjectura decorrer desse fato. O século XXI inaugura uma série de conflitos entre as nações, a “era da insegurança” e da eminência mundial de uma nova onda de guerras e da instabilidade na defesa da paz mundial. Não é de se estranhar que, durante as férias escolares, muitos alunos mostraram-se preocupados com os eventos que estavam ocorrendo e procuraram seus professores em busca de respostas para entender o no mundo.


Quando trazemos para a nossa realidade, notamos que vivemos num país múltiplo de crenças, ideologias, pontos de vista de grupos que, quando colocadas frente a frente com outras opiniões, geram rivalidades que polariza a nação. Na história do Brasil negros e brancos, pobres e ricos, “coxinhas e mortadelas” assumiram lados opostos criados por tamanha desigualdade social que por sua vez dá margem à corrupção, racismo e xenofobia.

Para entrar em uma disputa não é necessário fazer inimigos. Os estádios de futebol ultimamente se tornaram campos de batalha, como por exemplo, em maio de 2014, um torcedor do Sport foi atingido por um vaso sanitário e morreu de forma trágica logo após o jogo entre Santa Cruz e Paraná. Já no Rio de Janeiro e em São Paulo massacres escolares levaram terror a milhares de alunos e professores nas escolas públicas brasileiras. A juventude hoje é alvo do tráfico e da “guerra às drogas” aliados a problemas sociais, políticos e ambientais que vem se acumulando desde o desenvolvimento do capitalismo. O surgimento da violência, do crime e dos comportamentos destrutivos, mostra a grande tarefa que a sociedade tem em promover uma cultura de paz. Em virtude dos acontecimentos mundiais e a partir da nossa realidade este projeto se mostra necessário, pois entendemos que a melhor forma de combater o medo, a violência e a intolerância é por promover a paz e o espírito de solidariedade entre os povos. As pessoas podem conviver juntas, num mesmo ideal de respeito e troca de experiências, mesmo com culturas e costumes diferentes. Esse projeto tem como objetivo mostrar o que de melhor cada povo ou país tem para oferecer para a humanidade e não o seu potencial destrutivo.


O grande massacre escolar de Suzano. 

Foto: Noticiário Brasil de Fato (Arquivo Google)

Esse projeto vai proporcionar uma visão de mundo a partir do conhecimento dos diferentes aspectos socioculturais dos países abordados, seja através da música, dança, culinária, geografia, história, matemática, ciências e tecnologias, economia e atualidades. Trazendo para a realidade dos nossos alunos, esse projeto visa a união e o espírito de companheirismo que infelizmente está faltando na nossa sociedade. A cultura de paz, respeito e amor deve prevalecer sobre as ações de intolerância, xenofobia e ódio e entendemos que para mudar o mundo, primeiro precisamos mudar a nós mesmo, as nossas atitudes, hábitos e costumes quer seja em casa, no trabalho ou na escola. Só assim podemos tornar o mundo um lugar melhor.


Sobre o autor